sábado, 7 de fevereiro de 2015

Porque sim

Uma postagem que, não costumeiramente, já tinha título antes de ser escrita. Simplesmente, porque ela não tem motivo pra ser escrita, porque eu quis escrever, porque sim.
O blog está abandonado, eu sei, e admito que na maioria das vezes foi por falta de vontade de escrever, com tanta coisa pra contar... Mas aí acho que deu saudades de escrever por aqui um pouco sobre a vida de intercambista em Nottingham.
Bom, que as aulas já começaram faz tempo, todo mundo já sabe. Que eu tive férias, viajei, o Henrique veio me ver e tudo mais. Mas nesses últimos meses, acredito que nos dois últimos, mais coisas mudaram por aqui, assim, dentro de mim, pra ser específica. O Henrique já havia me falado que quando se chega nos seis meses de intercâmbio, normalmente é um período crítico. E acho que pra mim não foi diferente!
Era começo de dezembro, e as férias de Natal da Universidade aqui iam se aproximando. O pessoal no Brasil também estava entrando em férias. Era todo mundo voltando pra casa das famílias pra passar o Natal e o final de ano. E eu continuava aqui, do mesmo jeito. Tudo bem, eu ia viajar, logo o Henrique viria e tudo mais. Mas não era a mesma coisa. A saudade estava se tornando sufocante e a vontade de correr pra casa (como se fosse aqui do lado!) era gigantesca. 
Vieram as férias, uma semana de estágio de uma cadeira, viajei com a Gabi, voltei e depois fui passar o Natal em Newcastle, com a Bruna. Confesso que ter ido pra lá foi muito bom pra mim, apesar de eu e a Bruna não termos tanto contato, nem nos conhecermos muito, ter alguém da tua terrinha por perto nessas horas traz um conforto muito grande e uma sensação de estar um pouquinho mais perto de casa.
Então, o ano novo chegou e finalmente, com ele, chegou o Henrique também. Ficamos juntos por aqui quase um mês, e na hora da partida, mais uma vez parecia que tudo ia desmoronar. Mas tudo bem, foi só um escorregão e depois "tudo voltou ao normal".
Acho que, na verdade, esse post tinha um motivo sim. Queria poder mostrar um pouquinho do quanto o intercâmbio muda a gente, de verdade, bem lá no fundo. Quando me diziam que a gente aprende a valorizar muito cada momento com quem a gente ama e quer bem, eu não dava tanta importância assim. Hoje, depois de sete meses longe de todos, acho que é o que mais aprendi a valorizar. Viagens têm seu valor, experiências novas e divertidas também, mas tudo isso passa a ter mais sentido e valer a pena de verdade quando se tem alguém querido por perto.
E depois de ter alguém querido por perto todos os dias, durante quase um mês, confesso que me renovou. Renovou minha vontade de continuar, de buscar mais, de ir além. Tenho saudades de todos, de casa, do Brasil e ao mesmo tempo já tenho saudades de ir embora daqui também, sem nem ter data marcada pra voltar. Mas como eu sei que esse dia chegará, e mais breve do que imagino, me resta aproveitar mais esses sete/oito meses na terra da Rainha da melhor forma possível!


Com a Gabi, em Budapeste



Com a Bruna, em Newcastle




Com o Henrique, em Roma

See you!