terça-feira, 10 de março de 2015

York dos vikings, das muralhas e da maior catedral gótica

Bem, esse é o primeiro post da série que pretendo seguir, escrevendo um pouquinho do que conheci das cidades que já visitei. Tentando seguir uma ordem cronológica... Não sei praticamente nada de arquitetura e coisas do gênero e talvez não muito sobre a história de cada lugar, mas a ideia é passar pra vocês o que eu vi, vivi e senti nesses lugares.
Clifford's Tower
Então, começando por York, capital do condado de Yorkshire, a umas 2h e meia de ônibus de Nottingham. Essa foi a primeira cidade que conheci depois de ter vindo para Nottingham, de uma série de viagens de um dia que fiz pela Inglaterra. É uma cidade pequena, mas bastante turística e muito charmosinha. Logo no começo da cidade, já é possível avistar a Clifford's Tower, no alto de uma colina, que faz parte do castelo de York. Entramos pra conhecer e também por ter uma vista muito bonita da cidade e pra quem gosta de histórias medievais é uma ótima pedida. Entre o castelo (que acabamos não visitando) e a torre, tinha um carrossel, daqueles de filme e caminhãozinho de sorvete pra fazer a alegria da criança aqui.






Depois disso seguimos para o centro histórico da cidade, com lojinhas pequenas e onde também pode-se visitar o museu Viking. Eu não fui porque não sou chegada no assunto, mas quem foi e gosta, achou o museu muito bom. Com uma entrada um pouco cara, mas segundo eles que valeu a pena.
York Minster, ela é tão grande que é impossível conseguir
enquadrar uma foto dela. Essa parte aí é só uma lateral dela!
Seguindo os caminhos de lojinhas, chegamos à enoooorme catedral de York, a maior catedral gótica do norte da Europa! Realmente, ela é gigante, a maior que já conheci até o momento. Com detalhes incríveis. O pessoal da arquitetura que estava comigo, estava simplesmente pasmo! Hehehe
Bem, na primeira vez que fui pra York, não entrei na catedral e nem subi na torre, por ser um pouco caro. Mas fui pela segunda vez pra lá, com uma excursão de encerramento do cursinho de inglês da NTU e não pude deixar de ir. É um tanto caro, mas valeu muito a pena. O interior dela também é lindo e, depois de 275 degraus estreitos, a vista da cidade de cima da torre também é incrível. Ah, lá de cima também é possível ver quase toda a muralha que ainda circunda a cidade. Também queríamos ter andado pela muralha mas não tivemos tempo suficiente...
National Rail Museum, na antiga estação de trem de York
Ainda na primeira vez que estive em York, resolvemos ir em busca do National Rail Museum. Um museu gratuito, na antiga estação de trem de York. Ele fica um pouco afastado do centro da cidade, mas valeu muito a pena! Tem toda a evolução dos vagões de trem, com exemplos reais expostos. Até um vagão do Royal Mail, mostrando o sistema antigo de recolhimento e entrega de cartas nas cidades. Tem também um restaurante, no meio do museu, que serve alguns lanches e que as mesas e bancos são de trens antigos. Uma graça! Ah, sim, e também tem a parte dos trens mais modernos, os ultra rápidos e tudo mais...
Esse é só um dos restaurantes ao longo do rio
Ah, também vale a pena dar uma caminhada ao longo do rio. É cheio de barzinhos, restaurantes e caminhõezinhos de sorvete. E perto da catedral também é cheio de lugarzinhos bonitos pra ir, lojinhas diferentes, e jardins um pouco escondidos, mas lindos!

Já ia esquecendo da rua com as casas tortas, literalmente! Hehehe A melhor parte dela são as lojas de doces :p
Esse jardim fica nos fundos da Treasure's House, outro museu,
mas o acesso ao jardim é gratuito. Por isso sempre tem gente
por lá lendo, ou levando crianças pra passear.













A rua das casinhas tortas

Um pouquinho do interior da York Minster

A vista do alto da torre da York Minster

Esse era um pub, com mesinhas no jardim dos fundos.

E esse é o restaurante dentro do National Rail Museum

E assim foi York, uma cidade cheia de histórias e lugares legais pra conhecer. O próximo destino será Londres, o pouquinho que conheci da capital Inglesa, mas que continua sendo incrível cada vez que visito!

See you!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Porque sim

Uma postagem que, não costumeiramente, já tinha título antes de ser escrita. Simplesmente, porque ela não tem motivo pra ser escrita, porque eu quis escrever, porque sim.
O blog está abandonado, eu sei, e admito que na maioria das vezes foi por falta de vontade de escrever, com tanta coisa pra contar... Mas aí acho que deu saudades de escrever por aqui um pouco sobre a vida de intercambista em Nottingham.
Bom, que as aulas já começaram faz tempo, todo mundo já sabe. Que eu tive férias, viajei, o Henrique veio me ver e tudo mais. Mas nesses últimos meses, acredito que nos dois últimos, mais coisas mudaram por aqui, assim, dentro de mim, pra ser específica. O Henrique já havia me falado que quando se chega nos seis meses de intercâmbio, normalmente é um período crítico. E acho que pra mim não foi diferente!
Era começo de dezembro, e as férias de Natal da Universidade aqui iam se aproximando. O pessoal no Brasil também estava entrando em férias. Era todo mundo voltando pra casa das famílias pra passar o Natal e o final de ano. E eu continuava aqui, do mesmo jeito. Tudo bem, eu ia viajar, logo o Henrique viria e tudo mais. Mas não era a mesma coisa. A saudade estava se tornando sufocante e a vontade de correr pra casa (como se fosse aqui do lado!) era gigantesca. 
Vieram as férias, uma semana de estágio de uma cadeira, viajei com a Gabi, voltei e depois fui passar o Natal em Newcastle, com a Bruna. Confesso que ter ido pra lá foi muito bom pra mim, apesar de eu e a Bruna não termos tanto contato, nem nos conhecermos muito, ter alguém da tua terrinha por perto nessas horas traz um conforto muito grande e uma sensação de estar um pouquinho mais perto de casa.
Então, o ano novo chegou e finalmente, com ele, chegou o Henrique também. Ficamos juntos por aqui quase um mês, e na hora da partida, mais uma vez parecia que tudo ia desmoronar. Mas tudo bem, foi só um escorregão e depois "tudo voltou ao normal".
Acho que, na verdade, esse post tinha um motivo sim. Queria poder mostrar um pouquinho do quanto o intercâmbio muda a gente, de verdade, bem lá no fundo. Quando me diziam que a gente aprende a valorizar muito cada momento com quem a gente ama e quer bem, eu não dava tanta importância assim. Hoje, depois de sete meses longe de todos, acho que é o que mais aprendi a valorizar. Viagens têm seu valor, experiências novas e divertidas também, mas tudo isso passa a ter mais sentido e valer a pena de verdade quando se tem alguém querido por perto.
E depois de ter alguém querido por perto todos os dias, durante quase um mês, confesso que me renovou. Renovou minha vontade de continuar, de buscar mais, de ir além. Tenho saudades de todos, de casa, do Brasil e ao mesmo tempo já tenho saudades de ir embora daqui também, sem nem ter data marcada pra voltar. Mas como eu sei que esse dia chegará, e mais breve do que imagino, me resta aproveitar mais esses sete/oito meses na terra da Rainha da melhor forma possível!


Com a Gabi, em Budapeste



Com a Bruna, em Newcastle




Com o Henrique, em Roma

See you!